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A + mais de Campo Grande ☕🌿

  • 14 de abr.
  • 5 min de leitura

Dê o play e vem sentir a vibe do top 01 de café de Campo Grande - MS




Nós, mulheres criadas sob a estética dos anos 2000 — aquelas que cresceram assistindo comédias românticas, sonhando em cursar jornalismo ou publicidade, imaginando uma rotina entre aulas, projetos criativos e um café na mão (de preferência com nome escrito errado no copo) — carregamos um certo ideal de cidade, de vida e de experiências.


Existe quase um imaginário coletivo: ruas movimentadas, cafeterias charmosas em cada esquina, gente trabalhando em notebooks enquanto toma um latte caro, trilha sonora indie ao fundo… e, claro, o famoso sonho de estudar e trabalhar em um Starbucks. Então, inevitavelmente, quando a vida nos traz de volta — ou nos mantém — no nosso “finzinho de mundo” preferido, o impacto existe.


Mas aqui vai uma confissão: Campo Grande pode até não ser Nova York, São Paulo ou qualquer capital europeia que a gente idealizou na adolescência… mas ela tem um charme próprio que, com o tempo, conquista. Sim, eu ainda reclamo (e bastante!) da falta de programações culturais mais diversas. Ainda sinto falta de mais eventos, mais exposições, mais opções noturnas. Mas, ao mesmo tempo, aprendi a olhar com mais carinho para aquilo que a cidade oferece — especialmente quando o assunto é gastronomia.


E é justamente aí que Campo Grande surpreende.


A cidade pode ser discreta em muitos aspectos, mas quando se trata de experiências gastronômicas — especialmente cafeterias — ela entrega lugares que não apenas competem com grandes centros, mas que, muitas vezes, oferecem algo que falta neles: aconchego, identidade e uma sensação genuína de pausa.



E é assim que começamos nossa jornada pelas cafeterias de CG: com o Gairdín Café e Chá.

Logo de início, o nome já entrega parte da proposta. “Gairdín” significa “jardim” — e não é exagero dizer que esse lugar é exatamente isso: um refúgio verde no meio da cidade.


O funcionamento já indica que a experiência ali é pensada para ser aproveitada com calma: de terça a sexta, das 14h às 19h30, e aos fins de semana, das 8h às 12h30. Não é um lugar de pressa — e talvez esse seja um dos seus maiores encantos. Ao chegar, você percebe rapidamente que o atendimento faz parte da experiência. A equipe é atenciosa, gentil e presente na medida certa. Não é aquele atendimento mecânico, automático.

Existe cuidado, existe intenção — e isso muda tudo.


Mas o que realmente marca é o ambiente. O Gairdín não tenta ser um café “instagramável” no sentido artificial da palavra. Ele não parece montado para fotos — ele simplesmente é bonito de forma natural.

As mesas de madeira maciça trazem um ar rústico e acolhedor, quase como se estivéssemos em uma casa de campo. Ao mesmo tempo, pequenos detalhes na decoração — como os arranjos delicados, o design das cadeiras e a disposição dos espaços — trazem um toque de elegância que equilibra tudo.

E então vem o principal: a natureza. Mesas espalhadas sob árvores, sombra natural, flores por todos os lados,

plantas que parecem crescer sem esforço… e, como trilha sonora, o canto dos pássaros. É o tipo de lugar onde você respira mais fundo sem perceber. Existe algo quase terapêutico em tomar café ali.


Nesse dia estávamos fazendo um brunch/chá de langerie para nossa noivinha <3
Nesse dia estávamos fazendo um brunch/chá de langerie para nossa noivinha <3

É o cenário perfeito para diferentes momentos: um café da manhã depois de uma corrida de domingo, um brunch demorado com amigas, uma conversa importante ou até um primeiro encontro — especialmente para quem prefere fugir do óbvio. Inclusive, sobre isso: poucos lugares conseguem ser ao mesmo tempo românticos e despretensiosos. O Gairdín consegue.


Minha primeira visita foi com amigas, em uma fase em que o espaço ainda estava em desenvolvimento. Já era encantador, mas hoje dá para perceber o quanto o lugar evoluiu sem perder sua essência.

Atualmente, eles contam até com DJ durante a manhã — o que pode parecer inesperado à primeira vista. Mas a escolha musical acompanha perfeitamente a proposta do espaço: nada invasivo, nada exagerado. Apenas uma trilha leve que complementa o ambiente.


Um ponto importante — e aqui vai uma dica sincera: por ser um espaço aberto, o calor pode ser um fator relevante dependendo do dia e do horário. Campo Grande não brinca quando o assunto é temperatura. Então, escolha bem o look. Tecidos leves como algodão e linho são ideais. Roupas fluidas não são só uma escolha estética ali — são uma necessidade estratégica.


Agora, vamos ao que interessa: a comida. O cardápio é, ao mesmo tempo, diverso e convidativo. Não é aquele tipo de menu gigantesco que confunde — mas também está longe de ser limitado. Existem opções que fogem do comum e despertam curiosidade. E aí vem o clássico dilema: escolher. Na minha última visita, optamos pelo famoso “chá da rainha” — e foi, sem dúvida, uma das melhores decisões que já tomei em uma cafeteria.

Chegamos por volta das 9h30/10h, prontas para um brunch tranquilo… e saímos de lá completamente satisfeitas. Não é exagero dizer que só fomos sentir fome novamente por volta das 16h.


















A experiência é completa. A apresentação dos pratos é impecável — mas sem exageros. Existe um cuidado estético, mas ele não se sobrepõe ao mais importante: o sabor. As bebidas são equilibradas, bem executadas, pensadas para harmonizar com o restante da experiência. E os pratos… surpreendem. Preciso fazer um destaque especial para o sanduíche de pepino — e isso vem de alguém que normalmente evita pepino. Existe algo na combinação de sabores que simplesmente funciona.


E então chegamos aos doces. Se eu tivesse que resumir em uma palavra: memoráveis.

Não são apenas bons — são do tipo que fazem você pensar neles dias depois. São poucos os lugares em Campo Grande que conseguem atingir esse nível de consistência e qualidade. Sem exagero: o Gairdín se tornou meu top 1. Mas, claro, é importante falar do outro lado.


Como nem tudo são flores (mesmo em um jardim), o preço pode ser um ponto de atenção. Não é um café barato — e seria desonesto fingir que é. Por outro lado, também não é um preço injustificável.


Quando você coloca na balança a experiência completa — ambiente, atendimento, qualidade dos produtos, proposta do espaço — o valor passa a fazer sentido. Ainda assim, para algumas pessoas, pode ser o tipo de lugar que exige um pequeno planejamento antes de visitar. E tudo bem. Às vezes, transformar uma ida ao café em um pequeno evento também faz parte da experiência.

Levando meus pais para conhecer meu café preferido e pagando com meu primeiro salário depois de concursada
Conhecendo o Gairdin com quem torna essa cidade melhor.
Conhecendo o Gairdin com quem torna essa cidade melhor.

No fim das contas, o Gairdín não é só um lugar para comer ou tomar café. É um lugar para pausar.

Para conversar sem pressa. Para observar. Para se reconectar — seja com outras pessoas ou consigo mesma. E talvez seja exatamente isso que torna Campo Grande especial.


Ela pode não ter tudo o que a gente imaginou na adolescência… mas, quando a gente aprende a olhar com mais atenção, percebe que existem pequenos refúgios espalhados pela cidade — lugares que, à sua maneira, entregam exatamente aquilo que a gente buscava o tempo todo. Só que de um jeito diferente.


E você, já conheceu o Gairdín? Me conta nos comentários como foi a sua experiência 🌿💬

 
 
 

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