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Hiraeth, do galês.

  • Foto do escritor: Ceres Margo
    Ceres Margo
  • 13 de jun. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 22 de out. de 2024




Onde vivem os monstros? Até hoje não consigo responder essa pergunta. Se  fosse para dar um palpite, dentro de nós, eu diria. Onde vivem os monstros ou Where the wild things are em seu título original é uma obra prima infantil, escrito por Maurice Sendak e posteriormente transformado em filme pelo diretor Spike Jones, o mesmo diretor do filme Her. Lançado em 2009 esse foi e ainda é um dos meus filmes preferidos, o que me faz refletir que, talvez, apenas talvez eu sempre tenha tido um parafuso a menos. Onde vivem os monstros conta a história de Max, um menino fingindo ser um lobo, fingindo ser um rei. Após colocar sua fantasia de lobo e cometer uma série de malcriações, Max foi mandado para a cama sem jantar, por sua mãe. Revoltado e furioso, ele decide fugir de casa no mesmo instante, atravessando o quarteirão e pegando um barco a caminho de uma ilha remota.  


Em tal ilha, Max encontra diversas criaturas com garras e dentes afiados. Depois de seu contato inicial ele foi declarado rei, com a promessa de espantar todas as tristezas e de manter todos juntos. Apesar da premissa ser simples, os relacionamentos que se desenrolar entre os monstros são extremamente complexos. O filme não é triste, não acontece nada de terrível nele, mas, você que é adulto tem sempre uma melancolia por trás dele. Uma saudade, uma nostalgia de algo que nem sabe o que é. Nostalgia de um lugar que você nem sabe se existiu. Você sente HIRAETH. 


A maior parte da trilha sonora foi feita especialmente para o filme, tornando-se uma parte essencial do filme, a fotografia transmite um ambiente mais alegre, divergindo do que o filme é em si.  


O conflito que se desenrola ao longo do filme é de max tentando conciliar os sentimentos de todos os

monstros e, no fim, max descobre que isso não é possível. Você não pode espantar a tristeza para sempre. Você não pode obrigar todos a ficarem juntos. Você só pode viver e esperar que coisas melhores aconteçam, valorizar os pequenos bons momentos. O filme termina com esse sentimento de saudade. 


Em algum momento, todos nós tivemos que aprender a lidar com nossos sentimentos. tivemos que descobrir a forma de lidar com a tristeza, a raiva, a inveja, a vulnerabilidade. O filme inteiro traz a ideia de devorar, porque afinal, eles são monstros, é isso que eles fazem: devoram. Eu só consigo pensar em duas coisas: 1. quando nós devoramos o que estamos sentindo. quando nós fugimos daquilo e no fim, acabamos explodindo de tantas coisas que guardamos. 2. quando o que estamos sentindo realmente nos devora. Nos consome, nos domina e tudo o que resta no final é destruição, destruição de si e do outro. Devorando ou sendo devorado, é importante que nós aprendamos a domá-los. 


Mas quem é que consegue domar os monstros, afinal? tem algo de selvagem dentro de todos nós.


Eu panfleto esse filme pra todo mundo, então é claro que ele não poderia faltar aqui. Pode assistir sem medo, tenho certeza que você e sua criança interior vão gostar.


Trailer: 




Música preferida da vida:





Frases para guardar no coração:

 

“Não se vá. eu posso comer você de tanto amor.”

“Você não é um rei de verdade, é? Você é só normal”

“Você não vai querer me conhecer. Eu sou um pouco triste”


“-Será um lugar onde tudo que você quiser acontecerá

-Nós podemos construir um lugar como esse”


 
 
 

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