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De João Pessoa a Porto de Galinhas: uma viagem inesperada, aventuras e um pouco de coragem

  • 5 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 24 de mar.

Não sei exatamente o que acontece comigo, mas, quando estou viajando, um espírito aventureiro toma conta

— aquele impulso de fazer coisas que eu jamais faria em outra situação.


Em um dos dias em que estávamos em João Pessoa, decidimos ir até Porto de Galinhas. Afinal, eram apenas 150 km de distância. Parecia até o começo de uma piada: 11 pessoas entram em um carro e…


A saída às 5 da manhã (e os pensamentos no caminho)

Saímos às 05:00. Tudo o que me permiti naquele horário foi acordar, escovar os dentes, trocar de roupa e entrar no carro. Durante o trajeto, vi apenas vultos — alguns prédios, pessoas na rua, bicicletas, o mar surgindo de vez em quando. Tudo isso entre pequenos cochilos inquietos.



No rádio, claro, rock nacional. Achei engraçado quando meu pai perguntou de onde eu conhecia aquelas músicas. Como eu poderia não conhecer? Cresci entre esses sons. Lembro de ficar agarrada às pernas da minha mãe enquanto ela estendia roupas ao som de Tina Turner, Duran Duran, ABBA, Bee Gees, Cyndi Lauper. Já meu pai lavava o carro ouvindo Titãs, RPM, Barão Vermelho, Legião Urbana.

Meus feriados em família sempre foram embalados por flashbacks e rock alternativo. Claro que, com o tempo, fui acrescentando minhas próprias escolhas: David Bowie, Nenhum de Nós, Charlie Brown Jr., The Smiths, Jeff Buckley. Construí esse excelente gosto musical tijolinho por tijolinho.


Mas enfim… voltemos à viagem.




Primeiras impressões de Porto de Galinhas

Ao chegar em Porto de Galinhas, a primeira impressão não foi das melhores — ainda mais considerando algumas notícias recentes. Fomos abordados de forma insistente por ambulantes, quase pressionados a escolher uma barraca. Um deles, inclusive, não reagiu bem à nossa decisão. Essa parte, sinceramente, deixou a desejar.


Mas tudo mudou depois. Tomamos café da manhã e fomos direto para o mar. E foi aí que eu entendi por que Porto de Galinhas é tão famoso: a água é simplesmente maravilhosa. A comida também não decepciona.

Mas o verdadeiro destaque? Os passeios.


Passeio de quadriciclo: liberdade em 40 km/h

Confesso: o meu “anjinho do gasto” apareceu forte nesse momento. Mas, afinal, estávamos de férias.

O primeiro passeio foi de quadriciclo — e eu simplesmente amei.


Não sei explicar direito, mas me senti poderosa. Andava a cerca de 40 km/h, mas parecia 100. Percorremos a beira-mar, subimos morros, pegamos chuva… tudo com uma sensação absurda de liberdade.

Na cidade, até dirijo um pouco rápido (quem me conhece

sabe…), mas aquilo era diferente. O vento no rosto, o cabelo voando, meu irmão na garupa com um radinho animando tudo… não tem comparação.

Por alguns minutos, me senti a própria Kick Buttowski.



Buggy em Porto de Galinhas: charme sobre rodas

Nosso próximo passeio foi um pouco menos emocionante — mas igualmente marcante. Fomos andar de buggy e, sinceramente, foi amor à primeira vista. Eu me apaixonei. Era colorido, charmoso, simplesmente perfeito. Se eu ainda estivesse na faculdade, tenho certeza de que faria de tudo para ter um carro daqueles. Foi o veículo mais “garota” que já vi. Uma pena não poder dirigir — por isso, o quadriciclo ainda lidera meu

ranking.


Paramotor: entre o medo e o encantamento

Para finalizar, resolvi fazer algo que sempre esteve, de alguma forma, na minha “lista imaginária”: voar de paramotor.


Antes dos 18 (ou dos 30), todo mundo tem uma lista dessas. A minha sempre teve coisas como paraquedas, parapente, asa-delta… mas eu nunca tinha feito nenhuma. E, sinceramente? Depois do paramotor, não sei se farei. Não se engane: eu amei. De verdade. Mas lá em cima, o frio na barriga é real. Senti medo na subida e na descida. Só que, ao mesmo tempo, ver tudo lá de cima — o mar, as piscinas naturais, a imensidão da praia — fez tudo valer a pena.


Inclusive o preço.


Vale a pena ir para Porto de Galinhas?

Sim. Vale.

Apesar da primeira impressão, Porto de Galinhas entrega exatamente o que promete: beleza natural, experiências únicas e momentos que ficam. É o tipo de lugar que mistura aventura, descanso e um pouco de superação pessoal. A noite o panorama muda um pouco, um noite bohemia, muita musica boa, forro, lojinhas, comida, dança, enfim, o paraiso para turista. Até o guaraná Kut, que faz anos que eu não tomava eu encontrei.



E você?

Você já fez algum passeio que te tirou completamente da sua zona de conforto?

Confesso que essa viagem me fez querer viver mais momentos assim. Quem sabe a próxima aventura não seja pelo Rio de Janeiro?


Me conta aqui: qual foi a experiência mais inesquecível da sua vida?



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